terça-feira, 12 de abril de 2011

Mangues, Campeões de Absorção de Carbono

OPINIÃO DO BLOG:  

ATRAVÉS DA LEI Nº 14.891, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2012, ASSINADA PELO GOVERNADO EDUARDO CAMPOS E APROVADA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, PREVÊ-SE UM MEGA DESMATAMENTO DE MANGUES NO ESTADO DE PERNAMBUCO, PARA IMPLANTAÇÃO DO PORTO DE SUAPE, DE APROXIMADAMENTE 412 HECTERES DE MANGUEZAL. 

O ARTIGO QUE SEGUE LOGO ABAIXO DA LEI, COPIADA EM PARTE AQUI, FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DESSE ECOSSISTEMA NO APRISIONAMENTO DE CARBONO DA ATMOSFERA E A EMISSÃO A PARTIR DO DESMATAMENTO.

QUE TAL FAZERMOS ALGUMAS CONTAS E REVER A POLÍTICA DE COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMATICAS ELABORADO PELO ATUAL GOVERNO DE PERNAMBUCO?

ACORDA POVO!

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LEI Nº 14.891, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2012
Altera a Lei nº 14.046, de 30 de abril de 2010, e alterações, que autoriza a supressão de vegetação de preservação permanente nas áreas que especifica, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O artigo 1º da Lei nº 14.046, de 30 de abril de 2010, e alterações, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º Fica autorizada a supressão da vegetação de preservação permanente nas seguintes áreas, de acordo com o inciso I do § 1º do artigo 8º da Lei nº 11.206, de 31 de março de 1995, em função da necessidade de consolidação do processo de urbanização das Zonas Industriais (ZI), Industrial Portuária (ZIP) e Central de Serviços (ZCS), declaradas de utilidade pública pelo Decreto Federal nº 82.899, de 19 de dezembro de 1978, pelo Decreto nº 2845, de 27 de junho de 1973, pelo Decreto nº 4433, de 18 de fevereiro de 1977, e pelo Decreto nº 4928, de 24 de fevereiro de 1978, conforme previsto em Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de Suape e do empreendimento denominado contorno rodoviário do Cabo de Santo Agostinho:

I - área de 6,6472 ha de mata atlântica;
II - área de 411,9260 ha de mangue;
III - área de 158,3303 ha de restinga; e
IV - área de 109,7004 ha de vegetação não nativa/antropizada em área de preservação permanente.”

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 Suape, Pernambuco. Foto: Clemente Coelho Junior


Taxa é quatro vezes maior que floresta tropical

Uma pesquisa do Serviço Florestal dos EUA (em duas de suas estações), da Universidade de Hensilque e do Centro Internacional de Pesquisa Floestal, examinou o conteúdo de carbono de 25 florestas de mangues na região do Indo-Pacífico. Eles descobriram que um hectare de mangue armazena quatro vezes mais carbono que um hectare de qualquer floresta do mundo.
"Os mangues já eram conhecidos como ecossistemas extremamente produtivos, e que tem um ciclo rápido de carbono, mas até o momento não havia estimativa de quanto carbono reside nestes sistemas. Isto é uma informação essencial, porque quando ocorre uma mudança no uso da terra, grande parte deste estoque de carbono pode ser liberado na atmosfera", disse Daniel Donato, doutor em ecologia e pesquisador na Estação de Pesquisa do Sudoeste do Pacífico, em Hilo, Havaí.
A capacidade da floresta de mangue de armanazenar quantidades tão grandes de carbono é atribuída, em parte, à riqueza orgânica do solo onde ela se desenvolve. O complexo sistema de raízes do mangue, que ancora as plantas em sedimento sob a água, retarda a água que chega com as marés, permitindo que materiais orgânicos e não orgânicos se fixem no sedimento de superfície. Condições de baixo oxigênio reduzem as taxas de decomposição, o que resulta na acumulação no solo de grande parte do carbono. Na verdade, os mangues têm mais carbono em seus solos que na maioria das florestas tropicais, com toda sua biomassa e solo combinados.
Este alto armazenamento de carbono sugere que os mangues podem ter um importante papel na administração da mudança do clima. "Quando fizemos a conta, ficamos surpresos em descobrir quanto carbono pode ser liberado com a eliminação de mangues", afirma Donato. Isto, de acordo com ele, coloca os mangues como fortes candidatos de programas destinados a mitigar a mudança do clima com a redução de taxas de desflorestamento. Recentemente, os mangues sofreram um rápido desflorestamento - um declínio de 30 a 50% nos últimos 50 anos. O desflorestamento de mangues gera emissões de gases estufa de 0.02-0.112 petagramas (uma petagrama é um trilhão de quilos) de carbono por ano, o que equivale a 10% das emissões de carbono do desflorestamento global, segundo os pesquisadores, informa a Science Dayle

Fonte: Science Daily, Planeta Sustentável Abril

Um comentário:

  1. Mais um motivo, dentre tantos, para preservar os manguezais.

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