domingo, 11 de dezembro de 2011

Bom dia Natureza

Por Clemente Coelho Junior

Hoje acordei bem bonzinho, num domingo ensolarado no Recife, depois de um sono agitado pós-viagem e após a recuperação de saúde de um sobrinho querido.
Com um copo de café na mão esquerda e os dedos (da mão direita) no laptop, retomo parte dos meus pensamentos "notúrnicos" e os despacho aqui e agora.
Não nos faltam histórias para contar aos nossos filhos e amigos dos lugares que visitamos e que a mãe natureza imperava soberba (mega, ultra, maxi, prime - nossos sonhos). Mas que infelizmente, não são mais os mesmos: Porto de Galinhas (PE), Itanhaém (SP), Noronha (PE), Praia do Francês (AL), e tantas outras praias. O crescimento a pulso forte, atropelando a tudo e a todos. O "turismo destruindo o turismo".
Bem, não é fácil para aqueles que respiram Meio Ambiente como eu (profissionalmente as vezes), assistir no Brasil às práticas retrógradas em políticas públicas, como se estivéssemos no século passado, literalmente, mais precisamente nas décadas de 60 e 70, quando então surgiram os "micos" históricos, como o da posição do Brasil em Estocolmo levantando a bandeira do crescimento a qualquer custo (custo de poluição, claro).
As duas últimas semanas foram doses: Novo Código Florestal aprovado no Senado e discurso do Brasil na COP-17. Haja estômago...
O pior é ver que cometemos ainda os mesmos erros, e assistimos nossos recurso naturais se corroerem, deixando um passivo ambiental sinistro. Vivemos no país da fantasia, o Brasil discursando de forma falaciosa em defesa de um protocolo (Kyoto) abandonado a muito tempo, numa postura patética de Salvador da Terra, se esquecendo de apagar o fogo interno pelo descumprimento de tantas outras metas em defesa das florestas, da biodiversidade e do clima. Como signatários na conservação e proteção da natureza. Lembremos alguns fatos, nessa ordem: Novo Código Florestal, metade das nossas áreas protegidas abandonadas e, Pré-sal (Refinaria Abreu e Lima e Usina Termoelétrica de Suape, para os pernambucanos). Etc, etc, etc... E tal...
Em suma: - A quem estão enganando?
Deixem-me tomar outro café. BOM DIA!

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