segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Livro sobre a certificação da carcinicultura é lançado em Fortaleza hoje

O livro “A Certificação da Carcinicultura no Brasil – O Manto Verde da Destruição”, escrito por Jeovah Meireles (Prof. Doutor do Dep. de Geografia da UFC) e por Luciana Queiroz (Estudante de doutorado em Ciência e Tecnologia Ambiental pela Universitat Autònoma de Barcelona), será lançado com a presença dos autores, às 18h30min, no Restaurante Dona Chica, na avenida da Universidade.

No início da década de 1990, o cultivo de camarão se configurou como um vetor de desenvolvimento que se apropriou de extensos territórios na Zona Costeira e atingiu elevados níveis de crescimento. Entretanto, com apenas duas décadas de atividade, a criação de camarões em cativeiro, passou a apresentar sinais de falência em virtude da acumulação dos impactos ambientais gerados pela busca excessiva da produtividade, ocasionando aumento dos níveis de contaminação dos mananciais, fragmentação do ecossistema manguezal, das áreas úmidas associadas e a expansão de doenças virais acometidas ao camarão.

Sinais dessa falência são observados na redução das exportações, e no abandono das fazendas de camarão, como pode ser observado, em regiões dos municípios cearenses de Aracati e Icapuí. Frente à crise, os empresários da carcinicultura e os governos, começaram a investir em novas estratégias para tornar a indústria do camarão rentável economicamente, voltando a atingir as altas produtividades e reconquistando mercados e consumidores.

Uma das estratégias encontradas foi a certificação da aquicultura, especialmente da carcinicultura, no sentido de normatizar as etapas de produção, embalagem, armazenagem e comercialização do camarão. Uma estratégia que surgiu de iniciativas envolvendo empreendedores, ONGs internacionais e órgãos governamentais para o estabelecimento de procedimentos “sustentáveis” e técnicas para regulamentar “novas práticas” para produção industrial de camarão em cativeiro.

Entretanto, tais procedimentos de certificação, a princípio, não demonstraram mudança na lógica degradadora da atividade, nem na relação de injustiça ambiental estabelecida com os territórios e as populações que vivem da relação extrativista com o manguezal. Dessa observação, comunidades tradicionais e movimentos ambientalistas incentivaram a realização de um estudo que abordasse como ocorrem os processos de certificação da carcinicultura.

Daí surgiu o livro do Prof Jeovah Meireles e de Luciana Queiroz. Para conversar sobre os temas apresentados na pesquisa, os autores estarão no Restaurante Dona Chica. Na programação, além da roda de conversa, apresentações de samba e chorinho. O livro é uma realização do Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará, tem distribuição gratuita, e em breve estará disponível para download na página www.portaldomar.org.br.


Serviço

Realização: FDZCC

Data: 19/12

Local: Dona Chica Bar e Restaurante

Hora e programação:

18:30 - Roda de conversa com Jeovah Meireles e Luciana Queiroz

20:30 - Roda de Samba e Choro com Agenor (7 cordas), Alisson Felix, Patrick Mesquita, Tauí Castro e Paulinho Belim.



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Camila Garcia
Instituto Terramar
Equipe de Comunicação
+55 85 3226.2476 / 8818.8267
www.terramar.org.br

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