segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Conservação de manguezais é esperança para depósito de CO2


JC, de 03 de Agosto de 2012.

Além da economia de carbono, ações preservariam biodiversidade.

Proteger os manguezais para que eles sirvam como depósito de carbono pode ser uma forma econômica de controlar as mudanças climáticas. Seria uma extensão das estratégias de crédito de carbono que já existem nas florestas tropicais. Mas, para alguns pesquisadores, o projeto só faria sentido dependendo do preço global imposto ao carbono.

As conclusões são de um estudo publicado esta semana na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). Segundo os pesquisadores da Universidade da Califórnia, que estão à frente do levantamento, a proteção dos manguezais também traria benefícios para a vida silvestre.

Estes ecossistemas correspondem hoje a menos de 1% das áreas ocupadas por florestas em todo o planeta. Ainda assim, pela biodiversidade que sustentam, e os benefícios que representam - seja sob a forma de habitats de pesca, seja como barreiras de proteção de tempestade - são extremamente importantes.

Além disso, eles estão sendo perdidos em uma taxa muito maior do que as florestas tropicais. E, em uma semelhança com elas, os manguezais armazenam carbono dentro de sua "biomassa", que é liberada quando o habitat é destruído.

Sua capacidade de capturar carbono pode ser, em média, cinco vezes maior do que as florestas tropicais, o que as fez se tornaram de interesse para os estrategistas interessados na conservação de carbono.

"Podemos preservar importantes e críticos habitats costeiros, ricos em biodiversidade, que são lares de centenas de espécies de plantas e animais, muitos deles ameaçados", alerta o coautor James Sanchirico, professor da Universidade da Califórnia.

Mas Freya Roberts, pesquisadora do serviço The Carbon Brief, acredita que o preço do carbono sobre o qual a pesquisa foi baseada pode estar desatualizada. "Desde que a pesquisa foi feita, os preços do carbono desabaram devido a uma oferta excessiva de licenças", explica.
(O Globo)

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